Quando é a hora de mudar? O que é preciso saber antes de trocar de colégio
Por Edson D'Addio, diretor do Colégio Palmares
Mudar os filhos de escola, às vezes é necessário por motivo de mudança de cidade ou bairro. Em outros casos, é uma escolha dos pais ou do próprio estudante. Em comum entre as duas situações há sempre o receio de tomar uma decisão precipitada e o trabalho de escolher uma nova instituição de ensino. Não importa o motivo, não é indicado tentar “agilizar” as coisas - a mudança exige tempo e muita pesquisa.
Hoje, a internet é uma aliada e pode facilitar a busca e até apresentar índices que ajudem a fundamentar a escolha – como a nota no ENEM e o desempenho dos estudantes dos principais vestibulares. No entanto, gráficos e estatísticas não podem ser decisivos na hora de bater o martelo - escolher um bom colégio é um trabalho muito mais complexo e minucioso.
Em anos de experiência vejo que as famílias que mais ficaram satisfeitas com a escolha foram aquelas que utilizaram parâmetros para se decidir. Explico: é mais importante buscar por escolas que façam sentido para os valores de cada família. Não existe uma mesma escola que seja ideal para todos os casos, cada aluno é único e isso deve ser levado em consideração.
Antes de tomar qualquer decisão é preciso responder uma questão simples: Por que mudar? Isso porque será a resposta que, de certa forma, ditará os modelos pedagógicos avaliados. Por exemplo, no caso de uma mudança de cidade, se a escola anterior era satisfatória, então vale a pena procurar por uma instituição que tenha uma proposta pedagógica semelhante. Ou, por outro lado, a mudança pode ser motivada por descontentamento com posicionamentos ou a parte pedagógica da instituição, nesse caso já se sabe quais escolas não visitar.
Na dúvida, visite!
Para escolher a instituição que melhor reflita os valores de cada família e que prepare a criança ou adolescente para a vida é imprescindível conhecer diversas escolas e, mais do que isso, visitá-las pessoalmente. Só assim é possível estabelecer uma análise para uma decisão assertiva. O atendimento aos pais, o acolhimento no dia da visita, devem ser levados em consideração - afinal, esta será uma relação de longa data.
Não perca a oportunidade de fazer perguntas. Leve uma lista de questões e se sinta livre para perguntar mais à medida que conhece o novo Colégio. Se possível, leve as crianças junto e deixe com que elas perguntem também. Quanto maior a criança e mais especificamente no caso de adolescentes, a opinião do estudante deve ser sempre levada em conta, mas lembre-se que a palavra final é sempre dos responsáveis que colocam na balança da decisão aspectos que cabem a eles analisarem, inclusive o valor da mensalidade.
E é papel da escola fornecer espaço para que os possíveis estudantes vivenciem o dia a dia da instituição. No final das contas, a parte prática da escolha será vivida pelo aluno. Nesse quesito, algumas boas práticas do Colégio Palmares podem servir de exemplo: a partir do meio do ano já começam as visitas para as famílias que desejam mudar, esse tempo é importante para que qualquer decisão seja feita com calma. Outro fator é que os estudantes do 3° ano do ensino médio recebem os os jovens a partir de 11 anos, realizam dinâmicas de grupo e dividem opiniões sobre como é estudar ali.
Assim, segue a última dica para as famílias: cuidado com colégios que fazem de tudo para a matrícula como se fosse um mercado. Algumas escolas que compreendem a seriedade do momento e priorizam a educação, chegam a não indicar a matrícula quando percebem que o modelo pedagógico que adotam não atende às expectativas dos pais. No final, é importante lembrar que a escola terá papel fundamental no desenvolvimento de seus filhos - por isso invista tempo para decidir.
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